DINOSSAUROS NO RS: MUITO MAIS DO QUE PEGADAS (Luiz Roberto Dalpiaz Rech)
A coluna do David Coimbra (ZH 04/11) intitulada “Por que os meninos amam os dinossauros”, notei que o prezado jornalista mostra-se surpreso ao saber, através de Lara Lutzemberger, filha de Lutz, pioneiro da ecologia no Brasil, que há lugares no Rio Grande do Sul em que foram identificadas pegadas de dinossauros. Para conhecimento do jornalista, um dos mais bem informados da imprensa gaúcha, no nosso Estado, existem muito mais do que pegadas de dinossauros. Ao buscar informações, juntamente com o colega Marcos Weihmann, com o objetivo de tornar o município de Agudo “Berço dos Dinossauros”, cuja proposta tramita na Assembleia Legislativa do RS e da Câmara dos deputados, iniciativa dos deputados Paparico Bacchi e Giovani Cherini, me deparei com informações preciosas. O município de Agudo, bem como toda a região da Quarta Colônia, possui estratos rochosos datados do Período Triássico (cerca de 233 milhões de anos), onde encontram-se preservados registros de fósseis, com origem nos dinossauros mais antigos já descritos no mundo, como, por exemplo, Sacisaurus agudoensis, Pampadromaeus barberenai, Macrocollum Itaquii, Erythovenator jacuiens, além de dezenas de outros vertebrados fósseis, tais como: Exaeretodon, Trucidocynodon (cinodontes extintos) e Rincossauro (répteis extintos). Os fósseis encontrados no município encontram-se salvaguardados no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Universidade Federal de Santa Maria, localizado em São João do Polêsine. Este local realiza pesquisas, publicações e a divulgação do patrimônio paleontológico de toda região da Quarta Colônia. Até o presente momento, os fósseis coletados foram publicados em renomadas revistas científicas internacionais e nacionais, além de terem sua descoberta veiculada em programas de televisão aberta, como Jornal Nacional, Fantástico e outros. Portanto, no Rio Grande do Sul existem muito mais do que pegadas de Dinossauros.


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